27 de novembro de 2013

Sexo na água é anti-higiênico e perigoso, diz médica



Pode ser um fetiche ou curiosidade que você tenha, ou mesmo uma maneira que encontrou de quebrar a rotina sexual com o seu parceiro. No entanto, pense duas vezes antes de fazer sexo na piscina do motel, pois a prática é altamente desencorajada por médicos. “O recomendado é não fazer. É um risco que a pessoa corre a toa ao se expor a mais bactérias do que precisa”, defende a ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz Poliani Prizmic.

Segundo ela, os riscos de praticar sexo dentro da água são muitos. Com o movimento da penetração, é bombeada água para o canal vaginal, que pode passar pelo colo do útero e chegar até as trompas, causando inflamação na região. “Se isso acontecer, a mulher muito provavelmente sentirá dor após a relação, e deve procurar um ginecologista imediatamente”, alerta a especialista. O mesmo pode ocorrer no sexo anal, sendo que o risco, neste caso, é o de bombeamento de água para o intestino.

Outro perigo eminente é o de lesão do canal vaginal ou anal. Segundo descreve Dra. Poliani, ao fazer movimentos de vai e vem, o pênis pode criar um vácuo no local. Essa pressão, somada à pressão da água, pode acabar funcionando como uma substância cortante, machucando a parede da vagina ou do ânus.

Camisinha na água?

Dentro da água, devido à pressão, há maiores chances de a base do preservativo se enrolar novamente, tornando o sexo desprotegido. Isso significa que os riscos se equiparam a uma relação feita sem camisinha, com chances de gravidez e transmissão de DSTs. “Ainda existe a possibilidade de a água estar contaminada e de o cloro causar uma reação alérgica quando em contato com a mucosa vaginal”, destaca Dra. Poliani.
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